sábado, 11 de junho de 2011

Quem o “Brasil” pensa que é?

Essa ideia de país do futuro, de exponente da América do Sul, de conquistas políticas e econômicas está subindo à cabeça das autoridades brasileiras. Só pode ser.

Esta semana, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela libertação imediata do italiano Cesare Battisti, tumultuando o bom ambiente das relações internacionais que o país vinha cultivando nos últimos anos. Votaram pela liberdade os ministros Luiz Fux, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto. Em resumo, do STF, a partir de hoje, só dá para considerar o Gilmar Mendes, Ellen Gracie e Cesar Peluso, que votaram pela extradição.

O caso se arrastava nos tribunais brasileiros desde que o italiano foi detido no Rio de Janeiro em março de 2007 e esteve em alta no fim do mandato do presidente Lula, quando o Supremo, que naquela ocasião não assumiu integralmente a responsabilidade constitucional que lhe caberia, largou nas mãos do então presidente a palavra final sobre a extradição de Battisti. Só que este ano não teve jeito, os ministros não tiveram como fazer o corta-luz. E fizeram essa cagada.

Se o Brasil é um país sério, que almeja o respeito internacional à sua soberania, deveria respeitar os tratados internacionais que assina (como o bilateral sobre extradições firmado com a Itália), bem como a justiça de um país democrático, como a República Italiana. Battisti foi condenado à revelia, em seu país, com pena de prisão perpétua pelo assassinato de 4 pessoas no final dos anos 70. Por isso fugiu para Kubanakan.

A Itália, coitada, até anunciou que recorrerá ao Tribunal Penal Internacional de Haia. Mas o Brasil, SOBERANO, provavelmente vai rasgar qualquer decisão externa, mantendo o criminoso em terras de Kubanakan, como se já não houvesse bandidos suficientes por aqui

2 comentários:

  1. Tô contigo TV. O Brasil ta parecendo aquele jogador recem chegado no clube que faz um gol num classico, e ja se acha no direito de setar na janela do avião.
    Esta decisão defato foi uma grande besteira, o STF coloca o Brasil no rol dos descumpridores de acordos, junto com a "querida" Venezuela.

    VVJ

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  2. O cidadão em questão já está com a sua permanência brasileira assinada e com emprego de tradutor garantido. Tem, ortanto, todos os direitos assegurados, menos o de voto.
    Esta decisão do STF coloca, mais uma vez, o Brasil em má evidência mundial, como um país que não cumpre a palavra dada, ou melhor, escrita.

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