O Desfile das Escolas de Samba no Carnaval do Rio de Janeiro está cada vez mais distante de uma manifestação cultural e de uma festa popular, trilhando um caminho cada vez mais próximo do que é o futebol: business tão-somente. Carlinhos de Jesus, nascido, criado e paparicado na Mangueira, agora, coreógrafo da Beija-Flor é, de fato, a maior marca dessa transformação.
Não me admiraria que o Neguinho da Beija-Flor aparecesse, em 2012, interpretando (“puxando” seria o verbo empregado na época charmosa do carnaval) o samba-enredo do Salgueiro. Conquistar o título é o que importa. Não é à toa que somos o país do futebol e do carnaval.
Beija-Flor de Nilópolis: DEZ!
Não precisa ser nenhum grande observador de desfile de escola de samba no carnaval carioca para saber que a Beija-Flor seria campeã. Antes mesmo dos dias de desfile, “sabichões” opinavam que a agremiação de Nilópolis levaria o caneco, e que a Unidos da Tijuca seria quem disputaria com ela mais de perto. Não deu outra. Milionária, comunitária, queridinha da Rede Globo e, ainda, homenageando o Rei Roberto Carlos... seria um insulto à Vossa Majestade a escola não receber mais esta coroação. Vale lembrar que há alguns anos a Mangueira, outra milionária e comunitária, talvez, à época, queridinha também, homenageou Chico Buarque. Advinha o que aconteceu?
É por isso é que perdeu a graça.
ResponderExcluirSem dúvida o enredo baseado na história do Rei pesou a favor da agremiação de Nilópolis, mas vejo que assim como ocorre com alguns times de futebol, estão "mistificando" a Beija-Flor. Tornando-a uma espécie de "Flamengo do Sambódromo" .As acusações são diversas,alguns reclamam que a escola tem mais espaço na TV,outros que os jurados torcem por ela, já ouvi até que a Rede Globo patrocina a escola e que por essa e outras milhares de razões, não teria como outra agremiação ser a campeã .O brasileiro tem de parar com essa mania. Parafraseando o ex-treinador tricolor, "ISSO É TRABALHO MEU FILHO !!!". Pode até ser que algum desses exemplos citados sejam verdadeiros, mas não podemos tirar os méritos das fantasias, dos carros alegóricos, da bateria...enfim de um desfile quase perfeito. E eu digo quase, pois faltou na minha opinião uma passagem crucial na vida do Rei, o acidente que lhe mutilou o corpo. Estranho ou não, o que para mim faltou, estava na verdade sobrando. PERNAS !
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