Dizem que o jogador de futebol morre duas vezes: uma quando para de jogar; outra, a que todos conhecemos. Eu diria que aqueles que amam o futebol morrem diversas vezes: a cada vez que um GRANDE jogador pendura as chuteiras.
Ronaldo deixou a bola, antes que a bola o deixasse de vez. As contusões e o tal hipotireoidismo finalmente venceram o maior jogador de todos os tempos quando o assunto é superação, dar a volta por cima, dizimar pareceres médicos. Oito cirurgias, três gravíssimas nos joelhos. Poucos no mundo, talvez nenhum, fizeram o que esse cara fez. E, ainda, jogar nos maiores rivais dos maiores países do futebol europeu: Barcelona x Real Madrid e Internazionale x Milan. À exceção do Milan, em todos com passagens brilhantes que lhe garantiram o título, por 3 vezes, de melhor jogador do mundo. Por fim, maior artilheiro da história das Copas do Mundo, sendo por 2 vezes campeão.
(Por outro lado, uma coisa é certa, ninguém pode sentir culpa de criticar o peso do Fenômeno, pois ele escondeu o problema hormonal porque quis, chamando para si toda a responsabilidade. E outra, dizer que a carreira foi dura e sacrificante não o torna mais herói, pois, por favor, foram milhões de dólares ou euros no bolso. Duro e sacrificante é jogar com a camisa 9 do Bangu.)
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