Pelo que venho observando, a imprensa e a opinião pública estão bem divididas em relação a tal unificação dos títulos nacionais anteriores a 1971, quando até, então, entendia-se o início do Brasileirão.
Cá entre nós, que me perdoem São Paulinos e Flamenguistas, que acabaram deixando a liderança entre os maiores campeões (Palmeiras e Santos agora têm 8 cada um, contra 6), a CBF está coberta de razão. À luz daqueles tempos, a Taça Brasil e, posteriormente, a Taça de Prata, também conhecida como Torneio Roberto Gomes Pedroza ou "Robertão", eram efetivamente os campeonatos nacionais.
Não me venham dizer que a fórmula era diferente, pois de 1971 até 2003, quando iniciou a era de pontos corridos, nenhum campeonato brasileiro repetiu a fórmula. Não me venham dizer que era outro nome ou outra forma de organização, pois, por exemplo, em 1987 o nacional tinha dois módulos (verde e amarelo) e chamava-se Copa União, e em 2000, o campeonato foi organizado pelo Clube dos Treze (não pela CBF) e chamava-se Copa João Havelange.
Não importa a fórmula com que eram disputados, não importa quantos jogos um time enfrentava para ser campeão, a Taça Brasil e a Taça de Prata eram a organização do futebol nacional que era possível naquela época. Andar de avião a torto e a direito, nas décadas de 50 a 70, não era tão simples assim quanto é hoje não, meu caro internauta. Dá para não conceber Pelé, o Rei do Futebol, e Garrincha como campeões brasileiros de futebol?! E mais, porque o Fluminense campeão de 1970 seria reconhecido de forma diferente do Atlético-MG campeão de 1971?! Por favor...
Vale dizer, ainda, que os jogadores, os torcedores e a própria imprensa da época consideravama aquelas competições como campeonatos brasileiros, como títulos de reconhecimento de melhor time do país. Então, nada mais justo!
Pela primeira vez, parabéns à CBF.
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